Abaixo estão as traduções dos segmentos 1, 2, 4 e 5 da entrevista que o the GazettE concedeu ao programa MTV81. Eu traduzi apenas a entrevista com a banda e o segmento 3 eu não consegui carregar de jeito nenhum no meu computador, então peço desculpas por isso..
Entrevista - the GazettE Visual kei 101 (Tradução em Português) Visual Kei 101 – Segment1 Michael: Olá, é um prazer conhecer vocês. Obrigado por terem vindo na MTV81. Então, estamos com o the GazettE, uma banda de rock fantástica de Tóquio e nós estamos aqui para conhecer esses caras e saber mais a respeito deles. Vamos começar com a apresentação de vocês. Kai: Sim. Michael: Começando por lá. Uruha: É... Sou o Uruha e toco guitarra. Michael: Legal, legal. Kai: Sou o baterista Kai. Prazer em conhecê-lo. Michael: Bateria, ok, então guitarra e bateria. Ruki: Sou o vocalista, Ruki. Michael: Ok, prazer em conhecê-lo. Reita: Sou o baixista, Reita. Michael: Prazer em conhecê-lo. Aoi: Sou o guitarrista, Aoi. Michael: Prazer em conhecê-lo. Membros: Prazer em conhecê-lo. Michael: Eu sou o Mike e não faço nada. Membros: Hehehehe. Michael: Certo, legal. Então, de onde surgiu o nome [da banda]? Quem criou o nome? Ruki: Ressonância... No início nós pensamos em colocar “Gaze”, então quando nós distribuímos a nossa fita, nós a chamamos de “Gazette”, tipo cassete. Isso soou muito bem para nós, então nós decidimos ficar com Gazette. Eu, o Reita e o Uruha. Michael: Na época da universidade, ou da elementary school [ensino fundamental]? Uruha: Eu e o Reita nos conhecemos desde a elementary school. Depois que terminamos o high school [ensino médio], nós começamos a fazer lives em Yokohama e em seus arredores e então conhecemos o Ruki. Depois disso nós conhecemos o Aoi e começamos o Gazette. Aí o baterista saiu da banda e o Kai entrou no lugar dele. Aoi: Provavelmente cada um de nós assistia Luna Sea e X Japan e acabamos aqui. Membros: Hahaha. Ruki: Nós somos da mesma geração, então temos muita influência de bandas que eram grandes quando estávamos crescendo. Michael: A música de vocês se desenvolveu gradualmente desde que vocês começaram. Então, como é esse processo? Foi fácil? Teve muita discussão? Com tantas criações na banda, teve algum drama? Ruki: Nós tentamos várias coisas diferentes. Eu escuto vários gêneros, hiphop, metal e eletrônica. Então nós tentamos unir diferentes estilos e gradualmente isso começou a se solidificar e se transformou no nosso estilo. Kai: Todas as coisas que nós experimentamos juntos como banda se acumularam e juntos nós refletimos sobre o que significa estar em uma banda e estamos tocando ativamente agora. Nós temos uma turnê que está por vir e o lançamento de um novo álbum e baseados nessas novas experiências nós formaremos o nosso próximo álbum. É assim que nos temos feito até agora e provavelmente vai continuar sendo assim. Mais do que nos acomodarmos, nós queremos batalhar por algo maior e nos desafiar. *Mordomo entra com um carrinho* Michael: Olá. Obrigado. Chá, sim. Desculpa, é que eu adoro chá. Ruki: Tudo bem, hehehe. Visual Kei 101 – Segment 2 Michael: Como vocês fazem música? Quem faz os arranjos, como vocês... Ruki: Cada um individualmente cria suas músicas e então nós escolhemos as que gostamos e harmonizamos elas. Membros: Hahahahahaha! Ruki: É bem banal. Reita: Sim, é verdade. Ruki: Nós começamos a harmonizá-las e aí levamos todas as músicas para a mesa, discutimos sobre como vamos proceder com elas e então, escolhemos as que gostamos. Uruha: Resolver a parte da guitarra porque você é o guitarrista não é o jeito que nós fazemos. Ao invés disso, nós imaginamos a música sendo tocada ao vivo e harmonizamos de maneira adequada, é assim que nós fazemos normalmente. Michael: Vocês são músicos de verdade, eu acho, fazem música de verdade, são músicos de verdade. Então eu acho que é por isso que as pessoas reagem a vocês. Vocês também estão fazendo música de verdade, então... Vocês fazem a própria música. Ruki: Ah, sim, isso é verdade. Kai: Nós consideramos muito o aspecto visual. Acho que é fácil nos entender quando você escuta e nos vê. Então nós achamos mesmo que o aspecto visual é importante, tanto com relação à arte e o que nós fazemos, nós sentimos que é importante que nós mesmos façamos. Somente nós podemos expressar o que estamos fazendo, então nós mesmos temos que criar tudo. Do contrário, eu não acho que as pessoas nos entenderiam tão facilmente, e para nós isso é importante. Ruki: No Japão o visual-kei é uma subcultura, mas se você for para o exterior, vai notar que é bastante apreciado. E quando as pessoas pensam sobre a cultura Japonesa, o Visual kei é uma das coisas que eles mencionam. Visual kei, ou anime, coisas do tipo. Michael: Então, qual a diferença entre o Visual kei e as outras formas de música? Ruki: O Visual kei não é um gênero musical. Normalmente o Visual kei é se vestir todo e usar maquiagem. É ligeiramente isso o que chamamos de Visual kei no Japão. Mas existem tipos diferentes de Visual kei. É difícil de explicar, né? Dito isso, há músicas que soam “Visual kei”, mas é difícil colocar isso em um gênero. Não há um gênero definido, então eu acho que você pode tocar o que quiser. Acredito que essa seja uma das forças do Visual kei. Kai: Sim, é verdade. Visual Kei 101 – Segment 3 Atualizado no dia 01/06/2014: Michael: Fashion é muito importante, não é? Ruki e Kai: Sim. Michael: O que é o estilo de vocês? Quem criou? Reita: Todos nós temos diferentes estilos em que nós ficamos bem, então nós preparamos algumas idéias, reunimos os designs de todos e olhamos para eles... ou algo assim. Membros: Risos Ruki: Para manter um bom equilíbrio. Michael: Você pratica guitarra todos os dias? Uruha: Bem, na época em que nós estamos criando músicas, ou antes de um show, eu pratico todos os dias. Michael: Quando você pratica demais, você fica entediado/cansado? Uruha: Eu nunca fico cansado fazendo isso. Michael: Você quebra a sua guitarra? Você já fez isso alguma vez? Uruha: Não não não. Michael: Faz isso no seu próximo live. É legal, cara, é importante. Uruha: Vão me dar uma bronca. Michael: Não vai ter problema. Eu te dou uma nova de presente de Natal. E qual é a sua marca de guitarra favorita? Gretsch, Gibson, alguma marca Japonesa... Uruha: Eu gosto da ESP, que é a marca que eu estou usando agora. Michael: Você consegue fazer a sua própria guitarra? Uruha: Eu crio o meu próprio design, que é o que eu estou usando agora. Michael: Ah é? Que legal, cara. E você? [para o Kai] Fica cansado de tanto tocar bateria? Kai: De jeito nenhum! Michael: Você fica bem? Kai: Não tem problema nenhum, eu estou bem. Ainda tenho que praticar muito. Tem coisas que eu ainda não consigo expressar quando toco. Michael: Todos aqui já são músicos de alta qualidade. Quando eu vejo bandas de visual kei tocando, tudo é tão sólido ao vivo, é incrível. Quero dizer, quando eu vejo lives nos Estados Unidos, New York, eu não vejo tantos shows onde as bandas são tão boas. A música é muito boa... tudo é bom, o som é bom, o equilíbrio é bom, tudo. Ruki e Kai: Ahh, isso é interessante. Uruha: Quando nós assistimos as bandas estrangeiras nós sentimos o oposto disso. Ruki: Nós fazemos o que queremos fazer, nós não fazemos o que não queremos. Para sermos legais, nós só fazemos coisas que achamos que são legais e eu acho que isso é uma parte fundamental nossa. Michael: Então basicamente eles fazem o próprio caminho deles, né. Se eles não gostam, eles não fazem. Não dá pra contestar isso, é uma boa resposta. Visual Kei 101 – Segment 4 Michael: Então, ser "kakkoi" (legal) é muito importante, não é? Mas o que é “kakkoi”? Ruki: O que é “kakkoi”... Quando você faz parte do Visual kei por muito tempo, pouco a pouco as pessoas começam a parar de usar maquiagem e o som delas muda... Hmm... Como eu posso descrever isso? Muitas bandas mudam ligeiramente os seus estilos com o tempo... Essa é difícil. Kai: Hahahaha. Uruha: Isso é muito importante. Ruki: Isso não é sobre o nosso estilo Visual kei, vai bem além disso. É importante para nós lembrarmos de onde nós viemos e como nós éramos no começo. Temos que nos agarrar a um princípio. Acho que isso é “kakkoi”. O “kakkoi” Japonês. Michael: Ah sério? Então isso é “kakkoi”? Kai: Quando você escuta algo e isso soa legal, significa que isso é “kakkoi”, não só na música, mas em qualquer coisa. Acho que o primeiro sentimento, ou impressão que você teve de alguma coisa é muito importante. Ruki: Nós decidimos entre nós o que nós consideramos que é música “kakkoi”, então fazer música “kakkoi” não é difícil para nós. Michael: Qual é a parte mais importante da música? Aoi: Escutar música e encontrar motivação e então criar música que motiva. Acho que isso é o mais importante. Reita: Na middle school, eu e aquele cara [Uruha] tocamos juntos pela primeira vez, baixo e guitarra, e nós nunca pensamos que seria tão divertido. Nós estamos tentando manter esse sentimento vivo. Michael: Ah é? Então você quer dizer que suas vidas mudaram depois disso? Reita: Sim, então nós decidimos montar uma banda. Michael: Vamos falar sobre o novo álbum. Ruki: Esse é o nosso 11º ano como banda e esse é o álbum do 11º ano. Acho que conseguirmos fazer um álbum tão pesado depois de 11 anos juntos é ótimo. Reita: Eu tenho escutado muito e há várias músicas no álbum, mas a sensação é de que elas são breves e você não se cansa de escutá-las. Cada música é muito diferente, então a sensação é de que é um álbum que vale a pena. Aoi: Eu gosto muito do fato de ele ser um álbum que representa todos nós. Michael: Alguma parte em especial? Aoi: Nada em especial, eu acho, mas... Nós cinco estamos criando algo novo, algo diferente. Agora você está captando. Michael: Sim, eu acho que isso é especial. É um álbum poderoso, novo, é um som novo, vocês estão orgulhosos dele... Isso é bem empolgante. E você, como você se sente com relação ao álbum? Kai: Hmm... Sermos capazes de fazer um álbum após 11 anos juntos e conseguirmos enfatizar cada pessoa individualmente, isso para mim é muito especial. Para mim, uma banda é um grupo de heróis, essa era a imagem que eu tinha quando eu decidi que queria fazer parte dessa banda. E eu acho que com esse álbum, nós conseguimos criar um pouquinho dessa imagem, então eu estou super contente com isso. Uruha: Esse álbum não tem nenhum conceito em particular, é um retrato de nós como uma banda natural, de como nós somos no momento. Acho que isso é muito pesado e legal. Quase me faz pensar que nós não conseguiremos produzir algo melhor do que isso. Michael: Oh, esse é o CD? Ruki: Yes. Michael: Cara, sugoi, isso é muito louco, incrível! Peraí cara, deixa eu segurar direito. [?] Ruki: Hahaha Michael: Isso é demais, sugoi! Acho que nunca tinha visto um CD assim. De quem foi a idéia? Reita e Kai: *Apontam para o Ruki* Ruki: *Levanta a mão*. Michael: Você? Ruki: Sim. Michael: Yeah! Legal! *Levanta a mão para fazer high five com Ruki* Todos: Hahaha. Michael: Sim, que boa idéia, cara! Visual Kei 101 – Segment 5 Michael: Dessa vez vocês estão lançando em vários países diferentes, não é? Ruki: Nós estamos expandindo gradualmente. Michael: Esse álbum foi o que mais se propagou? Ruki: Sim. Eu quero muito ver as pessoas segurando o CD em suas mãos. Nós sabemos que eles estão lançando em todos esses países, mas na verdade eu quero ver as pessoas segurando o CD. Michael: Vocês acabaram de voltar de uma World Tour, né? Então, por que vocês não contam sobre isso pra gente? Vocês voltaram na semana passada? De onde? Ruki: Da Finlândia. Michael: Finlândia? Na Finlândia provavelmente as pessoas gostam desse tipo de Visual kei. Aoi: Nós fomos para a América do Sul e de lá fomos para a Europa, Finlândia e depois voltamos para o Japão. Michael: Ah, sério? Aoi: Uhum. Michael: Por quanto tempo? Mais ou menos 1 mês? Aoi: Sim, 1 mês. Michael: Qual a diferença entre tocar no exterior e tocar no Japão? Aoi: Bem, não foi como aqui no Japão, com os staffs e os equipamentos, nesse sentido foi uma turnê mínima. Mas nós não queríamos que a turnê fosse nada menos do que como os nossos shows são aqui no Japão. Acho que nós todos mantivemos isso em nossos corações enquanto estávamos em turnê. Kai: Claro que o nosso principal motivo de fazer a turnê foi mostrar a nossa performance ao vivo para as pessoas, mas tiveram vários lugares que nós não saberíamos nada a respeito a não ser se fôssemos lá. Então também tinha um sentimento de querer só se divertir dessa vez. Michael: Então, que países são mais importantes para vocês, onde vocês têm a maior fanbase? Ruki e Kai: América do Sul. Ruki: México... Brasil. Michael: Sério? México? Brasil, México... Finlândia? Ruki: Chile... oh, Finlândia também. Michael: Muitos países da América do Sul. Ruki: É. Michael: O povo da América do Sul é muito entusiasmado, são muito empolgados, então os fãs também são um pouquinho loucos, não é? Ruki: Sim, eles são loucos. Uruha: Quando nós chegamos no aeroporto, os fãs caíram em cima da gente. Aquilo nos impressionou muito. Michael: Incrível, não? Legal! Então, isso meio que prova que a música Japonesa, a cultura Japonesa, o Visual kei, são muito populares, não? Isso é incrível... No mundo todo, isso é muito legal, muito bom. O que vocês pensam sobre o futuro de vocês, musicalmente? Reita: Seja no Japão, ou no exterior, nós já decidimos o que nós achamos legal/kakkoi e isso não vai mudar, então se a música se propagar naturalmente, eu ficaria feliz. Ruki: Nós só queremos ser capazes de expressar essa música, esse estilo que nós fizemos, no qual eu penso bastante a respeito. Reita: Por enquanto nós vamos sair em turnê e tentar receber o sentimento do quanto o público quer um novo álbum. E quando nós acharmos que esse desejo atingiu o seu clímax, nós lançaremos música nova. Michael: Por ora, vamos conferir o novo álbum que está saindo. Tenho certeza que será incrível, todos vão adorar e eles vão rodar o mundo em 79 países. Pessoal muito obrigado, obrigado por terem vindo, foi um prazer. Vocês são incríveis e muito legais, obrigado por terem respondido as perguntas e por terem vindo até a MTV81. Desejo toda a sorte para vocês e espero vê-los de novo em breve. E me convidem para ir em um de seus lives, eu quero ver vocês tocando ao vivo. Live, ok? Membros: Sim. Aoi: Absolutamente. Michael: Certo, legal. Promete. *levanta o mindinho para o Aoi prometer* Membros: Hehehe. |
categorias
-
Marcadores:
entrevistas traduzidas,
tv:novembro13,
vídeos:entrevistas
4 comentários:
Oohhw!! Que entrevista mais fofa!! :3
Eu adorei! Principalmente a parte que o Ruki disse que queria ver as pessoas,segurando o cd! E o final da entrvista...super kawaii! (.^//-//^.)
Obrigada pelas traduções Ruby!
E eu imagino que o segment 3 tenha sido,muito legal! Como as 5 parts!
Obrigada pelo post! Ruby,eu adorei! :D
Mymy :3
É muito bom ver tamanho contentamento da banda em ter vindo para cá ^ ^.
E um ponto que eu notei é que o sucesso dessa turnê foi tanta que a mídia dá muito destaque dessa parte. Assim como a banda, várias pessoas e críticos não esperavam recepções tão calorosas e reações tão entusiasmadas dos fãs (além de filas quilométricas pro show e público cantando as canções junto deles).
Bem, isso é só o que eu pensei.
Obrigada por essas traduções Ruby-san!!!
que incrível *0* cara ver eles falando do brasil e falando que gostaram da gente <3 eu queria ter ido ao show, mas não pude :( mas o que importa é que eles amaram e que os fãs deram a eles um apoio fenomenal ^^ espero que o gazette faça cada vez mais sucesso e que a música deles se torne ainda mais popular e kakkoi kkk
arigatou né ruby-san ^^
A parte em que o entrevistador dá o dedo mindinho ao Aoi está tão fofa! Eu ri tanto! xD
Mas foi uma entrevista fantástica! E concordo com o comentário de Chain Main, deve ter sido mesmo um sucesso a turnê, porque todos estão a destacar isso nas entrevistas, pelo menos é um marco na história da banda! ^^
Muito obrigado Ruby! :)
Postar um comentário